|
|
Odilla
Mestriner |
“O
percurso do artista no desenvolvimento da sua obra se faz com um olhar
no presente e outro no passado. Essa postura leva sempre à atualização
da visão e da criatividade. A conquista marcante da minha trajetória foi a participação em mostras de caráter internacional nas décadas de 1960 e 1970, que me levou com coragem e determinação a buscar soluções audaciosas, romper com o espaço pictórico tradicional e criar a dinâmica ilusória do Equilibrista. |
Identidade Tresdobrada |
A procura de novas estruturas
formais faz com que se adquira outra dimensão na repetição
sucessiva das figuras em Composição Mutável.
O desdobramento de outros temas também assinala etapas vivenciadas no tempo e espaço, sempre dentro da continuidade de sua identidade e coerência. ... da releitura de uma obra, retomo a temática da Bananeira, abordando seu sentido político-social. Na série de desenhos utilizo o papel artesanal feito de bananeira e nas pinturas alguns materiais inusitados. A partir de processos como cortar, colar, pregar e amarrar, procuro dar à figura original uma densidade simbólica, propondo uma ligação entre o produto nacional e o conceito das linguagens artísticas contemporâneas. Existe sempre nesse jogo uma metáfora que leva à uma contestação e reflexão.” Odilla Mestriner
|
Livro Publicado sobre a artista:
|
![]() |
Exposições Selecionadas:
|
| O
Gato Raivoso Nanquim s/ papel 34 x 29 cm 1958 |
Principais acervos com obras de Odilla Mestriner:
|
Série “Andantes”
XXXIII |
| Odila
Mestriner na Enciclopédia Itau Cultural de Artes Visuais
:
Nascimento : 1928 - Ribeirão Preto SP - 18 de agosto Formação : 1955/1956 - Ribeirão Preto SP - Aluna de Domenico Lazzarini (1920-1987) na Escola Municipal de Belas Artes Desenhista, pintora, artista gráfica, gravadora
1973 - São
Paulo SP - Prêmio Melhor Desenhista de 1973, pela Associação
Paulista dos Críticos de Arte - APCA Odilla Mestriner (Ribeirão
Preto SP 1928). Desenhista e pintora. Entre 1955 e 1956, estuda na Escola
Municipal de Belas Artes de Ribeirão Preto, onde é aluna
de Domenico Lazzarini (1920 - 1987). Nessa época monta seu ateliê
e apresenta seus trabalhos na Exposição do Centenário
de Ribeirão Preto, em 1956. As principais características
de sua produção definem-se nesse momento: o interesse pelo
desenho, com suas linhas e texturas, e a temática urbana. Realiza
sua primeira individual na Picolla Galeria do Instituto Italiano de Cultura,
no Rio de Janeiro, em 1959. A artista emprega várias técnicas,
como pintura em acrílica, desenho, aquarela e nanquim. Ao longo
de sua trajetória artística, Mestriner permanece vinculada
à sua cidade natal. Recebe, entre outros, o Prêmio Melhor
Desenhista pela Associação Paulista dos Críticos
de Arte - APCA, em 1973. Participa de todas as edições da
Bienal Internacional de São Paulo, entre 1959 e 1969, recebendo
nesse ano o prêmio aquisição Itamaraty. Em 1987, é
publicado livro de Jacob Klintowitz sobre sua produção,
pela editora Raízes. São realizadas as retrospectivas Odilla
Mestriner: releitura gráfica 1958/1978, no Museu de Arte Contemporânea
da Universidade de São Paulo - MAC/USP, em 1983; e a Retrospectiva
no Museu de Arte de Ribeirão Preto, juntamente com a publicação
do catálogo Odilla Mestriner e a arte em Ribeirão Preto,
com texto do historiador da arte Tadeu Chiarelli, em 1994.
Comentário Crítico A obra de Odilla Mestriner apresenta um grafismo cuidadoso e jogos de simetria e reflexão de imagens e módulos. Em algumas telas é freqüente a presença de rostos, organizados em formas convexas ou côncavas, sucessivamente repetidas. Como nota o historiador da arte Tadeu Chiarelli, Odilla Mestriner associa duas tendências preponderantes, a tentativa de expressar sentimentos e a opção pelo traço e pelo desenho, em contraposição à cor. Em seus primeiros trabalhos, a partir do fim da década de 1950, ela retira os temas do ambiente que a cerca e que se revela também opressor: a casa, com seus muros, janelas e portas, e a cidade, trabalhada de forma geométrica, como uma sucessão de ruas ou quarteirões. A artista produz traços rigorosos, incisivos, apresentando espaços rigidamente construídos por ortogonais. Quando utiliza a figura humana, a decompõe e reelabora construtivamente, utilizando-a como elemento formal. Recursos como a simetria e o ritmo geométrico em suas composições enfatizam os aspectos expressivos de seu trabalho. Em sua obra, se destaca a permanência de temas e recursos formais, além do apelo subjetivo e emocional. Posteriormente, a artista passa a enfatizar mais a cor, em lugar do desenho rigoroso, e o nanquim dá lugar às técnicas de litografia e aquarela. Em produção recente, apresenta obras em acrílica sobre tela nas quais emprega uma gama cromática mais ampla e luminosa em relação a seus trabalhos anteriores, mantendo um diálogo com a produção de artistas como Antonio Henrique Amaral (1935) e Lasar Segall (1891-1957), como em Homenagem à Segall, Série Bananal V (1999).
Exposições Individuais 1959 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Picolla Galeria do Instituto Italiano de Cultura 1965 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Seta 1973 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Astréia 1975 - São Paulo SP - Individual, no Paço das Artes 1979 - Ribeirão Preto SP - Individual, na Itaugaleria 1981 - Ribeirão Preto SP - Individual, na Itaugaleria 1981 - São Paulo SP - Paisagens: tempos simultâneos, na Galeria Sesc Paulista 1982 - São Paulo SP - Odilla expõe pinturas e aquarelas, na Galeria Ars Artis 1983 - Ribeirão Preto SP - Odilla Mestriner: releitura gráfica 1958/1978, na Galeria Campus USP - Banespa 1984 - São Paulo SP - Individual, no MAC/USP 1985 - Campinas SP - Individual, na Galeria de Arte Unicamp 1986 - Ribeirão Preto SP - Invididual, na Itaugaleria 1986 - São Paulo SP - Individual, no Espaço Cultural Chap-Chap 1988 - Brasília DF - Individual, na Itaugaleria 2002 - Ribeirão Preto SP - Dois Momentos / Um espaço, no Museu de Arte de Ribeirão Preto Pedro Manuel-Gismondi Atualizado em 08/04/2005
Exposições Coletivas 1959 - Belo Horizonte MG - Salão de Arte de Belo Horizonte 1959 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Arte Moderna 1959 - São Paulo SP - 5ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho 1960 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Arte Moderna - prêmio estímulo 1960 - São Paulo SP - 9º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia 1960 - São Paulo SP - Contribuição da Mulher às Artes Plásticas no País, no MAM/SP 1960 - São Paulo SP - Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, na Galeria de Arte das Folhas - 2º prêmio em desenho 1961 - Curitiba PR - Salão Paranaense de Belas Artes 1961 - São Paulo SP - 10º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia 1961 - São Paulo SP - 6ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho 1962 - São Paulo SP - 11º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia - medalha de bronze 1963 - Maryland (Estados Unidos) - Coletiva de Artistas Brasileiros, na Gallery Four Planets de Maryland 1963 - São Paulo SP - 1ª Exposição do Jovem Desenho Nacional, na Faap 1963 - São Paulo SP - 1ª Exposição do Jovem Desenho Nacional, no MAC/USP - prêmio aquisição 1963 - São Paulo SP - 7ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal 1964 - Belo Horizonte MG - 1ª Exposição do Jovem Desenho Nacional, no MAP 1964 - Curitiba PR - 21º Salão Paranaense de Belas Artes, na Biblioteca Pública do Paraná - medalha de bronze 1965 - Campinas SP - Salão de Arte Contemporânea de Campinas - prêmio estímulo 1965 - Curitiba PR - 22º Salão Paranaense de Belas Artes, na Biblioteca Pública do Paraná 1965 - São Paulo SP - 14º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia - prêmio aquisição 1965 - São Paulo SP - 8ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal 1966 - Curitiba PR - Salão Paranaense de Belas Artes 1966 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Arte Moderna 1966 - São Paulo SP - 15º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia - pequena medalha de prata 1967 - Campinas SP - 3º Salão de Arte Contemporânea de Campinas, no MACC 1967 - São Paulo SP - 9ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal 1967 - São Paulo SP - Salão Paulista de Arte Moderna 1968 - Campinas SP - 4º Salão de Arte Contemporânea de Campinas, no MACC 1968 - Campo Grande MS - 28 Artistas do Acervo do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, no Diário da Serra 1968 - Piracicaba SP - Salão de Arte Moderna 1968 - Salvador BA - 2ª Bienal Nacional de Artes Plásticas 1968 - São Paulo SP - 17º Salão Paulista de Arte Moderna 1969 - Fortaleza CE - 28 Artistas do Acervo do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, no Centro de Artes Visuais Raimundo Cela 1969 - Piracicaba SP - Salão de Arte Moderna - medalha de prata 1969 - Santo André SP - 2º Salão de Arte Contemporânea de Santo André, no Paço Municipal 1969 - São Paulo SP - 1º Salão Paulista de Arte Contemporânea, no Masp 1969 - São Paulo SP - 10ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal - prêmio aquisição Itamarati 1970 - Campinas SP - 6º Salão de Arte Contemporânea de Campinas, no MACC 1970 - Santo André SP - 3º Salão de Arte Contemporânea de Santo André, no Paço Municipal 1970 - São Paulo SP - Pré-Bienal de São Paulo, na Fundação Bienal 1971 - Belo Horizonte MG - Salão de Arte de Belo Horizonte 1971 - Santo André SP - 4º Salão de Arte Contemporânea de Santo André, no Paço Municipal 1971 - São Paulo SP - 6 Artistas do Interior, no Paço das Artes 1971 - São Paulo SP - 3º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP 1972 - Santo André SP - 5º Salão de Arte Contemporânea de Santo André, no Paço Municipal 1972 - São Paulo SP - 2ª Exposição Internacional de Gravura, no MAM/SP 1972 - São Paulo SP - Contribuição da Mulher às Artes Plásticas do País, no MAM/SP 1972 - São Paulo SP - Mostra de Arte Sesquicentenário da Independência e Brasil Plástica - 72, na Fundação Bienal 1973 - Bruxelas (Bélgica) - Imagem do Brasil 1973 - Curitiba PR - 30º Salão Paranaense, no Teatro Guaíra 1973 - Fairfield (Estados Unidos) - Iramar and Bel Gallery 1973 - São Paulo SP - 12ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal 1974 - Santo André SP - 7º Salão de Arte Contemporânea de Santo André, no Paço Municipal 1974 - São Paulo SP - 6º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP 1975 - Ribeirão Preto SP - Salão de Artes Plásticas de Ribeirão Preto - 1º prêmio 1975 - Santo André SP - 8º Salão de Arte Contemporânea de Santo André, no Paço Municipal 1976 - São Paulo SP - Bienal Nacional 76, na Fundação Bienal 1977 - São Paulo SP - 9º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP 1978 - Piracicaba SP - Salão de Arte Moderna 1979 - Curitiba PR - 1ª Mostra de Desenho Brasileiro - prêmio aquisição 1979 - Ribeirão Preto SP - Dez Artistas Plásticos da Cidade, na Itaugaleria 1979 - Rio de Janeiro RJ - 2º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ 1980 - São Paulo SP - 12º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP 1981 - São Paulo SP - 2º Salão Paulista de Artes Plásticas e Visuais, no Paço das Artes 1982 - São Paulo SP - 15 Artistas: grupo 2, na Galeria Sesc Paulista 1983 - Ribeirão Preto SP - Exposição Pró Sinfônica de Ribeirão Preto, na Itaugaleria 1984 - São Paulo SP - Grupo Ribeirão, no Paço das Artes 1985 - São Paulo SP - 100 Obras Itaú, no Masp 1986 - Ribeirão Preto SP - Salão de Artes Plásticas de Ribeirão Preto - menção especial 1987 - São Paulo SP - Releitura, na Blue Life Galeria de Arte 1988 - Goiânia GO - Coletiva Ribeirão Preto, na Itaugaleria 1988 - São Paulo SP - Mulher: espírito e matéria, no Paço das Artes 1991 - Santos SP - 3ª Bienal Nacional de Santos, no Centro Cultural Patrícia Galvão 1991 - São Paulo SP - O Que Faz Você Agora Geração 60?: jovem arte contemporânea dos anos 60 revisitada , no MAC/USP 1992 - Ribeirão Preto SP - Modernidade/Experimentalismo, na USP. Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto 1993 - Santo André SP - 21º Salão de Arte Contemporânea de Santo André, no Paço Municipal 1998 - Araraquara SP - 12º Salão de Artes Plásticas de Araraquara, na Casa de Cultura Luiz Antonio Martinez Corrêa 1998 - Rio de Janeiro RJ - Arte Brasileira no Acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo: doações recentes 1996-1998, no CCBB 2002 - São Paulo SP - Cidadeprojeto / cidadeexperiência, no MAM/SP Atualizado em 08/04/2005
Críticas
"Trata-se verdadeiramente de realizar um inventário inicial do que nos cerca. Odilla Mestriner, habitante de um círculo restrito, situada inicialmente fora das grandes cidades produtoras de cultura do País, longe do eixo Rio-São Paulo, fulcro dinâmico da atividade artística, voltou-se para o que a cercava. A primeira constatação foi a casa. E a casa entendida convencionalmente como uma linha de horizonte definida. Odilla aceita o convencionalismo desta visão, mas percebe, por outro lado, a significação da morada para o homem, o conteúdo cultural desta representação, o envolvimento psíquico e a afetividade. Pois, também Odilla vive um mundo mutável e assistiu conflitos destruidores e mundiais, ameaças de apocalipse, totalitarismo e morte organizada. Kafka é o profeta desta época. A casa tem um valor, neste caso, de caráter individual, defesa e proteção contra a própria comunidade dos homens. Curiosidade de época. A comunidade passa a ser entendida como centro de poder e, consequentemente, de opressão. Estes valores estão presentes para a artista. As suas casas, formalmente, utilizam a geometria simplificada do construtivismo". Jacob Klintowitz - KLINTOWITZ, Jacob. Odilla Mestriner. São Paulo: Raízes, 1987. Fonte: Itaucultural, Enciclopédia de Artes Visuais |
(55) (16) 3514 8123 - 3514 8124