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Rua João Penteado 920 - Ribeirão Preto - SP - (16) 3514 8123

 

Odilla Mestriner

 

“O percurso do artista no desenvolvimento da sua obra se faz com um olhar no presente e outro no passado. Essa postura leva sempre à atualização da visão e da criatividade.
A conquista marcante da minha trajetória foi a participação em mostras de caráter internacional nas décadas de 1960 e 1970, que me levou com coragem e determinação a buscar soluções audaciosas, romper com o espaço pictórico tradicional e criar a dinâmica ilusória do Equilibrista.

Identidade Tresdobrada
Cópia fotográfica e acrílica sobre tela
25 x 20 cm (cada)
2005

A procura de novas estruturas formais faz com que se adquira outra dimensão na repetição sucessiva das figuras em Composição Mutável.
O desdobramento de outros temas também assinala etapas vivenciadas no tempo e espaço, sempre dentro da continuidade de sua identidade e coerência.
... da releitura de uma obra, retomo a temática da Bananeira, abordando seu sentido político-social. Na série de desenhos utilizo o papel artesanal feito de bananeira e nas pinturas alguns materiais inusitados.
A partir de processos como cortar, colar, pregar e amarrar, procuro dar à figura original uma densidade simbólica, propondo uma ligação entre o produto nacional e o conceito das linguagens artísticas contemporâneas.
Existe sempre nesse jogo uma metáfora que leva à uma contestação e reflexão.”

Odilla Mestriner

 

 

Livro Publicado sobre a artista:


Odilla Mestriner; Jacob Klintowitz, 1987

 

Exposições Selecionadas:


Bienal de São Paulo (V, VI, VII, VIII, IX, X e XII)
Panorama da Atual Arte Brasileira, MAM, São Paulo (1971, 74, 77, 80)
Pré –Bienal (1970, 72, 74, 76)
MAM na OCA, São Paulo (2007)
Odilla Mestriner – 50 anos de produção, MARP (2007)
Reinauguração do MAC, São Paulo (2000)
Imagem do Brasil EXPO 73, Bruxelas -Exposições Selecionadas:
Bienal de São Paulo (V, VI, VII, VIII, IX, X e XII)
Panorama da Atual Arte Brasileira, MAM, São Paulo (1971, 74, 77, 80)
Pré –Bienal (1970, 72, 74, 76)
MAM na OCA, São Paulo (2007)
Odilla Mestriner – 50 anos de produção, MARP (2007)
Reinauguração do MAC, São Paulo
(2000)
Imagem do Brasil EXPO 73, Bruxelas - Bélgica, Iramar and Bel Gallery, Faifield –EUA (1973)


O Gato Raivoso
Nanquim s/ papel
34 x 29 cm
1958

 

Principais acervos com obras de Odilla Mestriner:


MAM, São Paulo
MAC, São Paulo
Pinacoteca do Estado de São Paulo
Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro
MARP, Ribeirão Preto
Museu de Arte de Brasília
Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), São Paulo
UNICAMP, Campinas
Fundação Cultural de Curitiba

 

Série “Andantes” XXXIII
Nanquim e acrílica s/ papel
86 x 58 cm
1998

Odila Mestriner na Enciclopédia Itau Cultural de Artes Visuais :

 

Nascimento : 1928 - Ribeirão Preto SP - 18 de agosto

Formação : 1955/1956 - Ribeirão Preto SP - Aluna de Domenico Lazzarini (1920-1987) na Escola Municipal de Belas Artes

Desenhista, pintora, artista gráfica, gravadora

1973 - São Paulo SP - Prêmio Melhor Desenhista de 1973, pela Associação Paulista dos Críticos de Arte - APCA

Odilla Mestriner (Ribeirão Preto SP 1928). Desenhista e pintora. Entre 1955 e 1956, estuda na Escola Municipal de Belas Artes de Ribeirão Preto, onde é aluna de Domenico Lazzarini (1920 - 1987). Nessa época monta seu ateliê e apresenta seus trabalhos na Exposição do Centenário de Ribeirão Preto, em 1956. As principais características de sua produção definem-se nesse momento: o interesse pelo desenho, com suas linhas e texturas, e a temática urbana. Realiza sua primeira individual na Picolla Galeria do Instituto Italiano de Cultura, no Rio de Janeiro, em 1959. A artista emprega várias técnicas, como pintura em acrílica, desenho, aquarela e nanquim. Ao longo de sua trajetória artística, Mestriner permanece vinculada à sua cidade natal. Recebe, entre outros, o Prêmio Melhor Desenhista pela Associação Paulista dos Críticos de Arte - APCA, em 1973. Participa de todas as edições da Bienal Internacional de São Paulo, entre 1959 e 1969, recebendo nesse ano o prêmio aquisição Itamaraty. Em 1987, é publicado livro de Jacob Klintowitz sobre sua produção, pela editora Raízes. São realizadas as retrospectivas Odilla Mestriner: releitura gráfica 1958/1978, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP, em 1983; e a Retrospectiva no Museu de Arte de Ribeirão Preto, juntamente com a publicação do catálogo Odilla Mestriner e a arte em Ribeirão Preto, com texto do historiador da arte Tadeu Chiarelli, em 1994.

 

Comentário Crítico

A obra de Odilla Mestriner apresenta um grafismo cuidadoso e jogos de simetria e reflexão de imagens e módulos. Em algumas telas é freqüente a presença de rostos, organizados em formas convexas ou côncavas, sucessivamente repetidas.

Como nota o historiador da arte Tadeu Chiarelli, Odilla Mestriner associa duas tendências preponderantes, a tentativa de expressar sentimentos e a opção pelo traço e pelo desenho, em contraposição à cor. Em seus primeiros trabalhos, a partir do fim da década de 1950, ela retira os temas do ambiente que a cerca e que se revela também opressor: a casa, com seus muros, janelas e portas, e a cidade, trabalhada de forma geométrica, como uma sucessão de ruas ou quarteirões.

A artista produz traços rigorosos, incisivos, apresentando espaços rigidamente construídos por ortogonais. Quando utiliza a figura humana, a decompõe e reelabora construtivamente, utilizando-a como elemento formal. Recursos como a simetria e o ritmo geométrico em suas composições enfatizam os aspectos expressivos de seu trabalho. Em sua obra, se destaca a permanência de temas e recursos formais, além do apelo subjetivo e emocional.

Posteriormente, a artista passa a enfatizar mais a cor, em lugar do desenho rigoroso, e o nanquim dá lugar às técnicas de litografia e aquarela. Em produção recente, apresenta obras em acrílica sobre tela nas quais emprega uma gama cromática mais ampla e luminosa em relação a seus trabalhos anteriores, mantendo um diálogo com a produção de artistas como Antonio Henrique Amaral (1935) e Lasar Segall (1891-1957), como em Homenagem à Segall, Série Bananal V (1999).

 

Exposições Individuais

1959 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Picolla Galeria do Instituto Italiano de Cultura

1965 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Seta

1973 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Astréia

1975 - São Paulo SP - Individual, no Paço das Artes

1979 - Ribeirão Preto SP - Individual, na Itaugaleria

1981 - Ribeirão Preto SP - Individual, na Itaugaleria

1981 - São Paulo SP - Paisagens: tempos simultâneos, na Galeria Sesc Paulista

1982 - São Paulo SP - Odilla expõe pinturas e aquarelas, na Galeria Ars Artis

1983 - Ribeirão Preto SP - Odilla Mestriner: releitura gráfica 1958/1978, na Galeria Campus USP - Banespa

1984 - São Paulo SP - Individual, no MAC/USP

1985 - Campinas SP - Individual, na Galeria de Arte Unicamp

1986 - Ribeirão Preto SP - Invididual, na Itaugaleria

1986 - São Paulo SP - Individual, no Espaço Cultural Chap-Chap

1988 - Brasília DF - Individual, na Itaugaleria

2002 - Ribeirão Preto SP - Dois Momentos / Um espaço, no Museu de Arte de Ribeirão Preto Pedro Manuel-Gismondi

Atualizado em 08/04/2005

 

Exposições Coletivas

1959 - Belo Horizonte MG - Salão de Arte de Belo Horizonte

1959 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Arte Moderna

1959 - São Paulo SP - 5ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho

1960 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Arte Moderna - prêmio estímulo

1960 - São Paulo SP - 9º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia

1960 - São Paulo SP - Contribuição da Mulher às Artes Plásticas no País, no MAM/SP

1960 - São Paulo SP - Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, na Galeria de Arte das Folhas - 2º prêmio em desenho

1961 - Curitiba PR - Salão Paranaense de Belas Artes

1961 - São Paulo SP - 10º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia

1961 - São Paulo SP - 6ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho

1962 - São Paulo SP - 11º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia - medalha de bronze

1963 - Maryland (Estados Unidos) - Coletiva de Artistas Brasileiros, na Gallery Four Planets de Maryland

1963 - São Paulo SP - 1ª Exposição do Jovem Desenho Nacional, na Faap

1963 - São Paulo SP - 1ª Exposição do Jovem Desenho Nacional, no MAC/USP - prêmio aquisição

1963 - São Paulo SP - 7ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

1964 - Belo Horizonte MG - 1ª Exposição do Jovem Desenho Nacional, no MAP

1964 - Curitiba PR - 21º Salão Paranaense de Belas Artes, na Biblioteca Pública do Paraná - medalha de bronze

1965 - Campinas SP - Salão de Arte Contemporânea de Campinas - prêmio estímulo

1965 - Curitiba PR - 22º Salão Paranaense de Belas Artes, na Biblioteca Pública do Paraná

1965 - São Paulo SP - 14º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia - prêmio aquisição

1965 - São Paulo SP - 8ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

1966 - Curitiba PR - Salão Paranaense de Belas Artes

1966 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Arte Moderna

1966 - São Paulo SP - 15º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia - pequena medalha de prata

1967 - Campinas SP - 3º Salão de Arte Contemporânea de Campinas, no MACC

1967 - São Paulo SP - 9ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

1967 - São Paulo SP - Salão Paulista de Arte Moderna

1968 - Campinas SP - 4º Salão de Arte Contemporânea de Campinas, no MACC

1968 - Campo Grande MS - 28 Artistas do Acervo do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, no Diário da Serra

1968 - Piracicaba SP - Salão de Arte Moderna

1968 - Salvador BA - 2ª Bienal Nacional de Artes Plásticas

1968 - São Paulo SP - 17º Salão Paulista de Arte Moderna

1969 - Fortaleza CE - 28 Artistas do Acervo do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, no Centro de Artes Visuais Raimundo Cela

1969 - Piracicaba SP - Salão de Arte Moderna - medalha de prata

1969 - Santo André SP - 2º Salão de Arte Contemporânea de Santo André, no Paço Municipal

1969 - São Paulo SP - 1º Salão Paulista de Arte Contemporânea, no Masp

1969 - São Paulo SP - 10ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal - prêmio aquisição Itamarati

1970 - Campinas SP - 6º Salão de Arte Contemporânea de Campinas, no MACC

1970 - Santo André SP - 3º Salão de Arte Contemporânea de Santo André, no Paço Municipal

1970 - São Paulo SP - Pré-Bienal de São Paulo, na Fundação Bienal

1971 - Belo Horizonte MG - Salão de Arte de Belo Horizonte

1971 - Santo André SP - 4º Salão de Arte Contemporânea de Santo André, no Paço Municipal

1971 - São Paulo SP - 6 Artistas do Interior, no Paço das Artes

1971 - São Paulo SP - 3º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1972 - Santo André SP - 5º Salão de Arte Contemporânea de Santo André, no Paço Municipal

1972 - São Paulo SP - 2ª Exposição Internacional de Gravura, no MAM/SP

1972 - São Paulo SP - Contribuição da Mulher às Artes Plásticas do País, no MAM/SP

1972 - São Paulo SP - Mostra de Arte Sesquicentenário da Independência e Brasil Plástica - 72, na Fundação Bienal

1973 - Bruxelas (Bélgica) - Imagem do Brasil

1973 - Curitiba PR - 30º Salão Paranaense, no Teatro Guaíra

1973 - Fairfield (Estados Unidos) - Iramar and Bel Gallery

1973 - São Paulo SP - 12ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

1974 - Santo André SP - 7º Salão de Arte Contemporânea de Santo André, no Paço Municipal

1974 - São Paulo SP - 6º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1975 - Ribeirão Preto SP - Salão de Artes Plásticas de Ribeirão Preto - 1º prêmio

1975 - Santo André SP - 8º Salão de Arte Contemporânea de Santo André, no Paço Municipal

1976 - São Paulo SP - Bienal Nacional 76, na Fundação Bienal

1977 - São Paulo SP - 9º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1978 - Piracicaba SP - Salão de Arte Moderna

1979 - Curitiba PR - 1ª Mostra de Desenho Brasileiro - prêmio aquisição

1979 - Ribeirão Preto SP - Dez Artistas Plásticos da Cidade, na Itaugaleria

1979 - Rio de Janeiro RJ - 2º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ

1980 - São Paulo SP - 12º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1981 - São Paulo SP - 2º Salão Paulista de Artes Plásticas e Visuais, no Paço das Artes

1982 - São Paulo SP - 15 Artistas: grupo 2, na Galeria Sesc Paulista

1983 - Ribeirão Preto SP - Exposição Pró Sinfônica de Ribeirão Preto, na Itaugaleria

1984 - São Paulo SP - Grupo Ribeirão, no Paço das Artes

1985 - São Paulo SP - 100 Obras Itaú, no Masp

1986 - Ribeirão Preto SP - Salão de Artes Plásticas de Ribeirão Preto - menção especial

1987 - São Paulo SP - Releitura, na Blue Life Galeria de Arte

1988 - Goiânia GO - Coletiva Ribeirão Preto, na Itaugaleria

1988 - São Paulo SP - Mulher: espírito e matéria, no Paço das Artes

1991 - Santos SP - 3ª Bienal Nacional de Santos, no Centro Cultural Patrícia Galvão

1991 - São Paulo SP - O Que Faz Você Agora Geração 60?: jovem arte contemporânea dos anos 60 revisitada , no MAC/USP

1992 - Ribeirão Preto SP - Modernidade/Experimentalismo, na USP. Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto

1993 - Santo André SP - 21º Salão de Arte Contemporânea de Santo André, no Paço Municipal

1998 - Araraquara SP - 12º Salão de Artes Plásticas de Araraquara, na Casa de Cultura Luiz Antonio Martinez Corrêa

1998 - Rio de Janeiro RJ - Arte Brasileira no Acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo: doações recentes 1996-1998, no CCBB

2002 - São Paulo SP - Cidadeprojeto / cidadeexperiência, no MAM/SP

Atualizado em 08/04/2005

Críticas

"Trata-se verdadeiramente de realizar um inventário inicial do que nos cerca. Odilla Mestriner, habitante de um círculo restrito, situada inicialmente fora das grandes cidades produtoras de cultura do País, longe do eixo Rio-São Paulo, fulcro dinâmico da atividade artística, voltou-se para o que a cercava. A primeira constatação foi a casa. E a casa entendida convencionalmente como uma linha de horizonte definida. Odilla aceita o convencionalismo desta visão, mas percebe, por outro lado, a significação da morada para o homem, o conteúdo cultural desta representação, o envolvimento psíquico e a afetividade. Pois, também Odilla vive um mundo mutável e assistiu conflitos destruidores e mundiais, ameaças de apocalipse, totalitarismo e morte organizada. Kafka é o profeta desta época. A casa tem um valor, neste caso, de caráter individual, defesa e proteção contra a própria comunidade dos homens. Curiosidade de época. A comunidade passa a ser entendida como centro de poder e, consequentemente, de opressão. Estes valores estão presentes para a artista. As suas casas, formalmente, utilizam a geometria simplificada do construtivismo".

Jacob Klintowitz - KLINTOWITZ, Jacob. Odilla Mestriner. São Paulo: Raízes, 1987.

Fonte: Itaucultural, Enciclopédia de Artes Visuais

 

 

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